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Um programa maduro e em sintonia com as empresas

Um balanço positivo e com boas perspectivas. Este é o tom da avaliação feita pelo Coordenador-Adjunto de Desenvolvimento de Negócios da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (SOFTEX), Djalma Petit, nesta entrevista exclusiva para o site do Brassec. Djalma fala do estágio atual do programa de exportação de software brasileiro e dos resultados já alcançados nos mercados externos pelas empresas que compõem as diversas verticais de software nas quais se divide o programa. O coordenador-adjunto de Desenvolvimento de Negócios é engenheiro mecânico graduado pela Universidade de Brasília (UnB) e pós-graduado em gestão de Tecnologia da Informação pela mesma instituição, sendo que possui também cursos de extensão em gestão de empresas de software pela Nova Southeastern University (Flórida, Estados Unidos) e pelo International Institute for Management Development - IMD (Lausanne, Suíça).
Atualmente, Petit ocupa a função de Coordenador-Adjunto de Desenvolvimento de Negócios da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (SOFTEX), tendo sido Coordenador-Geral da entidade no biênio 2003-2004. Djalma foi diretor-executivo do TECSOFT por seis anos, agente SOFTEX em Brasília; diretor de empresa de software por quatro anos e atuou nos segmentos de marketing, vendas e desenvolvimento de produtos eletrônicos.

Brassec - Qual é na sua avaliação o estágio atual do programa Softex e quais os principais objetivos já alcançados desde o início deste programa?
Djalma Petit - O Softex é um programa maduro e já mostrou sua importância para o crescimento da nossa indústria. Estamos sempre em sintonia com o que precisam as empresas, tanto as grandes empresas quanto as pequenas. Atualmente, importantes 'projetos estruturantes', como chamamos na Softex, como o PSI-SW - Projeto Setorial Integrado para Exportação de Software e Serviços, que conta com o apoio da Apex Brasil, o MPS. BR (programa de melhoria da qualidade no desenvolvimento de software, compatível com o CMMi) e o Observatório Digital (área de pesquisas destinada a produzir e disseminar informações sobre a industria de software).

Brassec - O programa tem como um de seus objetivos principais estabelecer condições sólidas para a exportação de software brasileiro e o estabelecimento de uma presença das empresas de software brasileiras mais consistente no cenário internacional. Como avalia o desempenho do programa Softex a partir deste referencial? Qual o estágio atual da presença do software brasileiro dentro do mercado internacional?
Djalma Petit - Implementamos uma mudança filosófica no apoio as atividades de exportação. As empresas agora estão organizadas em grupos por verticais de atuaçãp e por modelos de negócios. Assim 12 grupos estão organizados no PSI-SW: 10 Portfolios de Soluções Verticais, PSV's, (aviação, bancos, e-business, educação, energia, gestão, governo, segurança , saúde, telecomunicações e ) e mais um grupo de outsourcing e outro de games eletrônicos. As empresas integrantes de cada grupo definem, com o apoio da Softex, qual estratégia a ser seguida e também definem um plano de ação. Os primeiros resultados já começam a aparecer, embora o ciclo de venda do software seja mais longo que o normal.
Ainda temos muito que avançar para consolidar a imagem do software brasileiro no exterior. Mas, com o apoio da Apex, e com a estratégia definida para o PSI-SW, temos certeza que estamos no caminho certo.
Temos certeza também que a Softex, durante seu tempo de existência, facilitou, direta ou indiretamente, uma boa parte das exportações feitas pelas empresas brasileiras.

Brassec - Quais os casos de maior sucesso do ponto-de-vista de estabelecimento da presença no mercado internacional?
Djalma Petit - Cito como cases interessantes a Positivo, em softwares educativos, a USS, em softwares para companhias de aviação, a Digistar, com soluções (hardware e software) para centrais telefônicas.

Brassec - A vertical de software de segurança do programa Softex, o Brassec, é hoje uma das mais consistentes no desenvolvimento de um processo de criação de uma marca e uma identidade mercadológica  dentro do programa Softex. Qual a sua avaliação do trabalho realizado em relação a uma identidade corporativa para esta vertical e sua projeção no mercado tanto nacional quanto internacional?
Djalma Petit - Considero o trabalho das empresas do PSV Segurança como um modelo, pelo envolvimento das empresas e pela obstinação de manutenção de um foco de atuação. A idéia de reforçar uma marca que represente a excelência do software para segurança da informação, como adotada pela PSV Segurança e também por alguns outros PSV's muito oportuna. Temos que nos posicionar globalmente como provedores de soluções e serviços naquelas verticais em que temos competência reconhecida.

Brassec - Qual a avaliação do esforço desenvolvido pelas empresas que compõem esta vertical em relação às outras verticais do programa Softex? Qual a avaliação que faz dos resultados atingidos por estas empresas nas suas últimas ações de promoção em eventos nacionais e no exterior?
Djalma Petit - Avalio que os esforços feitos pelo PSV Segurança estão completamente aderentes com o que imaginamos para o funcionamento de um  PSV. Alerto apenas para o grupo também considere que faz parte de um projeto maior, o PSI-SW, que tem apoiadores como a Softex e a Apex.

Brassec - Quais são os principais desafios atuais a serem enfrentados pelo programa Softex e quais as perspectivas para os próximos 12 meses?
Djalma Petit - Importantes programas estão em concepção atualmente na coordenadoria de desenvolvimento de negócios, área sob minha responsabilidade na Softex, para serem implementados a partir do ano que vem. Estes programas deverão estar voltados também ao desenvolvimento do mercado interno. De modo geral, nos últimos 12 meses, nos dedicamos a consolidar os programas em cursos, como o PSI-SW.

 

Entrevista com Djalma Petit Coordenador-adjunto do Softex
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By W4B